terça-feira, 12 de agosto de 2014

Centro Infantil dá boas-vindas às crianças, na Colômbia

Na Colômbia, os cristãos pagam um alto preço por sua fé e a perseguição não leva em conta a idade. As crianças colombianas sabem muito bem disso. Todas vêm de um passado diferente, algumas falam outro idioma, mas algo que possuem em comum é o amor por Jesus


Ricardo*, Paula*, Andrea* e outras oito crianças iniciaram uma nova vida este ano, no Centro Infantil. A palavra lar significa, normalmente, segurança, mas para essas crianças equivale a perigo e medo. O lar é onde os guerrilheiros podem sequestrá-las. O lar é o local que pode ser retirado delas quando os pais são mortos por causa da fé em Jesus Cristo. Por isso, os pais tomaram a difícil decisão de enviar seus filhos para longe, para o Centro Infantil, e não vê-los até o Natal. Esses pais sabem que as crianças estarão mais seguras no Centro do que em casa. Os telefonemas semanais entre os pais e as crianças tornam essa distância um pouco mais suportável.

Infelizmente, esses mesmos telefonemas podem também trazer preocupação. Ricardo, 16 anos, recebeu um telefonema de seus pais durante a semana e as notícias foram preocupantes: eles estavam sendo ameaçados. "Senti medo, mas ao mesmo tempo confiei em Deus", compartilhou o jovem. Ele e os pais foram ameaçados pelos grupos armados e pela comunidade indígena. "Durante algumas noites, desconhecidos cercavam nossa casa e meu pai não podia ficar mais lá".

Embora tenha 14 anos, Paula sabe muito bem do perigo que é permanecer em casa. "Meu pai foi preso por líderes indígenas porque não quis renunciar à sua fé em Jesus", compartilha ela. "Não deram comida a ele durante três dias e, quando ele foi solto, minha família teve de fugir." Para Paula e a irmã, a vida é muito mais segura no Centro Infantil. "Fico preocupada. Durante as aulas eu me pego pensando nos meus pais e esse pensamento nunca me deixa", explica. "Lembro-me do líder indígena dizendo que irá nos capturar porque falamos sobre Deus. E eu sei que isso pode acontecer. Minha irmã e eu estamos a salvo aqui, mas meus pais ainda estão lá", desabafa.

Alguns pais de crianças que estão no Centro viajam muito para pregar o Evangelho e muitas vezes têm de passar pelos territórios controlados pelos guerrilheiros e também por áreas dominadas por tribos tradicionais e por satanistas.

"Não temo pelos meus pais", compartilha Andrea, 17 anos. "Sei que eles oram o tempo todo e que Deus os ouve". Os pais dela são pastores em Cauca.

"Meu pai fundou várias igrejas e no início poucos iam, mas com o passar do tempo muitos foram se juntando. Quando isso acontecia, chegava o tempo de irmos para outro lugar ‘plantar’ outra igreja. Também quero ser uma missionária", finaliza Andrea, continua em: https://www.portasabertas.org.br/noticias/2014/08/3271519

*Os nomes foram alterados por motivo de segurança

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