segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Teologia da Anti-Missão

A Teologia da Anti-Missão


Ao olhar para igreja atual parece que há algo de errado, que de alguma forma ela conseguiu mudar seu propósito e sua natureza, conseguiu desviar-se do que a princípio foi estabelecido pelo próprio Jesus. A igreja Brasileira nos últimos anos foi invadida por aquilo que denominamos de teologias da anti-missão. Uma dessas teologias é a teologia da prosperidade que levou a igreja evangélica brasileira a uma mudança de paradigma. As igrejas, bem como seus ministérios, suas pregações e suas ações deixaram de servir para serem servidas. Neste processo nossa igreja busca somente satisfazer seus próprios interesses.


Nos últimos anos a igreja deixou de ser agente missionário para se tornar uma instituição mercadológica onde o evangelho é vendido sem escrúpulos, e onde o melhor vendedor é aquele que possui uma mega-igreja ou uma igreja de destaque na sociedade, não por aquilo que faz mais pela aparência que tem. Tenho uma séria preocupação com o modo com que à igreja brasileira absorve modelos pré-prontos, tornando-os mais importantes os princípios teológicos da missão. Quando olhamos atentamente para a igreja brasileira percebemos que ela sofre de uma síndrome que a distancia a cada instante da sua natureza missionária. Nossas igrejas não conseguem desenvolver uma ação prática que possa transformar nossa comunidade.


A respeito da realidade da igreja brasileira, Ariovaldo Ramos a descreve desta forma:


A face mais visível da igreja brasileira e, aparentemente, a que mais cresce, em vez de denunciar a injustiça social e propor e viver uma economia solidária, passou a pregar uma teologia que sustentava a desigualdade, ao afirmar que a riqueza deveria ser o alvo do crente, e que o caminho é a fé atestada pelo nível de contribuição e pela capacidade de arbitrar, por, decreto, sobre o que Deus deve fazer. (...)Em vez de viver , sinalizar e anunciar o reino, passou a caçar os principados e potestades nas regiões celestiais, ora localizando e derrubando os seus potes-ídolos, ora ungindo de alguma forma criativa a cidade, inaugurando o que James Houston chamou de evangelização cósmica.
(...)Outro houve que assumiu a igreja como uma empresa, sonhando também com impérios, e passou a importar modelos de gerenciamento que a organizasse, desenvolvesse excelência ministerial e produzisse crescimento, usando muitas vezes o princípio do apartheid as ovelhas foram transformadas em mão-de-obra e os pastores, em gerentes de programa. (Ramos, 2005, p. 201-203)


Diante deste quadro tão preocupante que se encontra a igreja brasileira, para que possamos retomar os princípios neo-testamentários a cerca da missão é necessário redescobrir na igreja de que forma a missão cristã pode exercer mudanças em nossa geração, buscar a luz de uma pesquisa teológica e bíblica quais são os princípios e valores inerentes à função da igreja cristã em nossa sociedade.


David Bosh ao falar sobre esta natureza da igreja diz:

Na eclesiologia emergente, a igreja é vista como essencialmente missionária. O modelo bíblico que está por trás dessa convicção e que tem sua expressão clássica em AG2 ("A igreja peregrina é missionária por sua natureza"), é aquele que encontramos 1 Pedro 2.9. Aqui a igreja não é a remetente, mas a remetida. Sua missão (o fato de "ser enviada") não é secundária em relação à sua existência; a igreja existe ao ser enviada e edificar-se visando à sua missão (Barth 1956:725 - estou me baseando aqui no original alemão, e não na tradução inglesa). A eclesiologia, portanto, não constitui uma atividade periférica de uma igreja firmemente estabelecida, [está] queimando fulgurantemente (...) A Atividade missionária não é tanto uma ação da igreja, mas é simplesmente a igreja em ação (Bosh, 2002, p. 447)


Através de um estudo aprimorado sobre a identidade da igreja e sua ação missionária quero propor um novo pensamento a cerca de nossa caminhada e uma ação mais efetiva que possa trazer mudanças palpáveis em nossa sociedade, principalmente entre aqueles que necessitam de uma transformação integral, mostrar apontamentos de como podemos reverter essa realidade.


É preciso retomar nossas idéias, parar com tudo e entrar num processo de reavaliação de nossos conceitos e paradigmas. Deixar de lado nossa ansiedade em "evangelizar" o mundo e começar a pensar em missão como um processo de transformação integral na vida daqueles que são atingidos por ela.


Nosso primeiro passo deve consistir em buscar de forma bíblica e teológica os conceitos da missão deixada a nós por Cristo, identificar quais são as verdades bíblicas a respeito deste tema e quais são os modismos que devemos abandonar, pois nossos modismos nos levam a servir muito mais a nós mesmos do que aos que ainda não conhecem o evangelho.


Sem uma visão clara a cerca da missão, corremos o risco de nos tornarmos uma simples instituição mercadológica preocupada só com o numero de almas ou com as metas numéricas que devemos alcançar.A igreja deve deixar seus programas gerenciais e voltar-se a vida das pessoas, trazendo um evangelho integral que atenda as necessidades. Precisamos tornar nossas igrejas úteis aos necessitados, nossos cultos acessíveis a todos sem exceção, assim poderemos vivenciar e demonstrar o amor de Deus pelos povos. Um dos grandes passos para a igreja atual é romper com o evangelho apenas falado e começar a viver um evangelho prático que caminha em direção às pessoas.


Usando Cristo como exemplo, poderemos encontrar os parâmetros necessários para o cumprimento desta missão. Olhar para Cristo nos levará a abandonar nosso orgulho e hipocrisia que gera um muro que nos separa da missão autêntica.


Quando deixarmos de lado nosso próprio eu, daremos espaço para que o Espírito Santo aja através de nós.A missão começa quando nós experimentamos uma intimidade autêntica com Deus que nos leva a compreender seu amor, sua graça e sua bondade. Mesmo que isso não seja uma atitude fácil, e não é, precisamos caminhar para um processo de busca neo-testamentária, seguindo o exemplo dos cristãos do primeiro século.

De forma prática a busca para responder ao chamado da missão, deve ser um só:
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que embora sendo Deus, não considerou o ser igual a Deus era algo que devia apegar-se; mas se esvaziou a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.E sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (NVI, p. 941)

Por Paulo Feniman.

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domingo, 22 de agosto de 2010

Evangelizando no Esporte

Evangelizando no Esporte


Na atualidade, o esporte tem-se tornado muito competitivo, em parte financeiramente, mas também agressivo, e desleal. É claro que, durante as competições e jogos, devemos dar o melhor do nosso esforço, pois é o objetivo do esporte, mas precisamos evitar jogadas desleais para com nossos adversários. Cremos que o conceito de vitória no esporte não está somente relacionado à derrota do adversário, mas também em darmos o melhor de nosso esforço, para atingir o
objetivo que temos. Portanto, se demos o máximo, podemos sair com um sentimento de realização, mesmo perdendo a partida. Por termos feito o nosso melhor, reconhecendo e elogiando o mérito de nosso oponente.

"Todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível". I Coríntios 9:25

A competição atlética em si mesma não é errada, o que precisa ser evitado é a motivação errada. Numa competição, podemos focalizar nossos alvos egocêntricos, para provar que somos melhores que os outros, desenvolvendo nosso ego para obter fama.

Em I Coríntios 9:24, descreve como devemos correr a corrida da vida! Neste versículo, o Ap. Paulo trata de nossas vidas espirituais. Devemos correr de tal maneira que GANHEMOS. Tanto na linha de chegada e durante os exercícios da vida, nosso alvo de vida é glorificar a Deus, competir de acordo com as Suas regras, para então tornarmos

"Vencedores aos Seus Olhos".



"Não sabeis vós que os correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que os alcanceis". I Coríntios 9:24

O versículo retrata como se fosse uma batalha contra coisas como: orgulho, avareza, egocentrismo, inveja, amargura, entre outras... E continua ensinando que, se a vida é como competir num jogo, então, muitas coisas da vida podem ser vistas como situações de competição.
Por exemplo: ter boa saúde significa ser vitorioso contra o nosso “oponente”, a doença.

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Devemos competir nos esportes para a Glória de Deus:



"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus". I Coríntios 10:31

A palavra glória significa "refletir o caráter interior de". Então competir para a glória de Deus significa que ao competir, tanto podemos ganhar quanto perder. Devemos refletir o caráter de Deus!

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional". Romanos 12:1



Devemos competir com a motivação apropriada, de acordo com plano de Deus.

O amor de Cristo é a base de nossa motivação, em tudo o que fazemos. Como o atleta cristão pode substituir a sua motivação atual, pela mais alta motivação que vem de Deus?Muitas vezes, nós somos motivados por coisas que podem não satisfazer ou realmente ajudar-nos a alcançar nosso potencial. A satisfação profunda na vida vem de conhecer a Deus.

“Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, e santo em todas suas obras”Salmos 145:17


No centro de toda a motivação, está uma sede incrível de amor perfeito e aceitação perfeita que nunca acaba. O amor de Cristo é perfeito; não é baseado no fato de você ser bem sucedido ou não! Prender-se ao amor de Cristo nos dá a maior e mais consistente motivação interna para alcançar o auge do desempenho. E é dentro desse amor que nós descobrimos os troféus da graça, que são verdade sobre nós, como crentes em Cristo.

Grande exemplo foi Davi que demonstrou a atitude de um atleta completo, não tinha idade para ser convocado, foi enviado por seu pai com comida e suprimentos para seus irmãos. O campeão dos filisteus, um gigante, com mais de três metros de altura. Golias dirigia-se ao meio do vale e amaldiçoava o Deus de Israel. Davi, um adolescente que temia a Deus, não podia permitir que um "mero" gigante afrontasse a Deus, sabia que Deus haveria de livrá-lo, como já havia feito anteriormente, em outras situações. Ele sabia que estava perfeitamente seguro aos cuidados de Deus.

A Bíblia diz que Davi correu rapidamente para alinha de batalha. Ele possuía confiança absoluta em Deus. Quando Davi confrontou Golias, gritou para o gigante:

"Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos de Israel, a quem tens afrontado". I Samuel 17:45

O alvo imediato de Davi era derrotar Golias, mas o seu objetivo geral era o de glorificar o Deus vivo! Tudo o que Davi possuía era fé em Deus e o talento que Deus lhe havia dado. É óbvio que Davi era fisicamente inferior a Golias. Mas ele foi obediente em usar o que possuía espiritual, mental e fisicamente, para glorificar a Deus. Davi demonstrou a atitude de um atleta completo.


Evangelizar é como um esporte que necessita de técnica, treinamento e muita dedicação. Tendo sempre como objetivo;

“O GRANDE AMOR DE JESUS PARA SALVAR VIDAS”


“Se não fosse por minha fé em Cristo, a contínua devastação de vidas, devido a má conduta, me abateria. Pois é uma batalha, mas se pelo menos uma pessoa mudar por eu ter permanecido fiel a Cristo, já terá valido a pena”!

A toda honra, toda glória para o PAI ALTISSIMO!

Para saber mais acesse - JMM - Missões Mundias - http://www.jmm.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3287&Itemid=301

Blog Expedição Mochila - http://www.em.org.br/blog/

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domingo, 15 de agosto de 2010

Papeis de Parede - Novos!!!

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Tempo_Cristo - Tempo de Missão - África 2010



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